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Leonardo Schneider, PhD

Coluna · Dor ciática

Dor ciática: o que é, o que fazer na crise e quando operar

A dor está na perna, mas quase sempre a origem está na lombar.

Leonardo Schneider, PhDFisioterapeuta e Osteopata · CREFITO-10 nº 136902-FRevisado em outubro de 2026 · 13 min de leitura

Em 30 segundos

  • Na maior parte dos casos, a dor ciática vem de uma irritação na origem do nervo, que é a lombar.
  • Na crise, mexa-se na medida em que a dor não aumenta. Movimentar-se é sempre melhor do que ficar parado.
  • Esticar e alongar a perna muitas vezes piora e não resolve.
  • Quando a dor diminui na ponta, no lugar onde ela irradia mais longe, é sinal de que o que você está fazendo está funcionando. Se ela desce mais, é sinal de piora.

Dor ciática é a dor que desce pela perna, conduzida pelo nervo ciático. Na maior parte dos casos, ela vem de uma irritação na origem do nervo, que é a lombar. Ter ciática não quer dizer que você vai precisar de cirurgia: primeiro vem o tratamento conservador, de alta qualidade e bem ajustado à pessoa18. No meu consultório, com as lentes da osteopatia e da fisioterapia, investigo eixos de movimento e manipulações que fazem a dor mudar de lugar. Assim encontramos o caminho que melhora e o que piora, e você assume as rédeas do seu tratamento.

Por que dói na perna, e não nas costas?

O nervo ciático nasce na lombar. Lá dentro da coluna estão os nervos que comandam os músculos das pernas e que levam a sensibilidade da periferia até o cérebro. Quando a origem se irrita, a dor pode descer pela perna, às vezes até o pé, mesmo sem dor nas costas.

Eu conheço essa dor. Jovem, a minha vinha da lombar e às vezes irradiava até o meu pé esquerdo. Chegou uma hora em que eu não ficava cinco minutos sentado: a perna inteira doía.

Muitos pacientes me perguntam: se a minha lombar não dói, como é que a dor corre até o pé? No primeiro momento, isso é difícil de entender. No consultório, a resposta aparece com clareza.

O caminho do nervo a gente observa facilmente na anatomia. Mas, quando o paciente vem ao consultório, tudo fica mais claro, porque ele percebe que a dor se modifica com certos movimentos. A gente consegue fazer com que ela desça, vá mais para baixo, mude de lugar. Aí ele percebe que existe um trajeto previsível por onde a dor passa. E esse trajeto é justamente o do nervo, que leva a sensibilidade para essas regiões.

Formigamento, dormência, queimação: o que isso quer dizer?

A dor que desce pela perna é conduzida por um nervo. E o nervo tem a sua linguagem: dor, formigamento, dormência, queimação. São sinais de que ele está sendo irritado.

Quando o paciente chega assustado, a primeira coisa é pensar: agora a gente vai fazer o que deve ser feito, tudo aquilo que aumenta as chances de dar certo. E existe uma sequência: primeiro os testes, depois as mobilidades específicas, depois os reforços, depois as estratégias. Não adianta ficar pensando além dessa sequência.

Quando ela é ajustada ao seu caso, a dor geralmente muda. Aí você percebe que tem controle sobre a dor, que sabe o que fazer com ela. É isso que dá tranquilidade. No consultório, quem mostra isso é o próprio corpo.

O que preocupa de verdade é outra coisa, e é raro: a perda de força. Ela está nos sinais de alerta, mais abaixo.

Existem também casos em que a dor nasce na própria periferia, no caminho do nervo, e não na lombar. São muito mais raros, e nós também sabemos identificar.

Como saber se a dor vem da lombar?

Eu diferencio na prática, vendo como o corpo responde. Faço os testes que mostram o que agrava. E procuro movimentos da lombar que claramente reduzem a dor. Se, mexendo na lombar, a dor da perna se modifica, eu já sei que a origem é lombar. Se procuro de todas as formas possíveis e a perna não muda, isso reforça que a dor vem da periferia.

Quando o paciente vê isso acontecer, entende como uma região depende da outra. Às vezes ele fala: puxa, é real. É uma característica da osteopatia: olhar a anatomia e a fisiologia juntas, não de forma isolada. Quando a gente mexe numa pecinha, mexe um pouquinho em todas as outras.

E existe um sinal que você mesmo pode acompanhar. Repare no ponto mais distante onde a dor chega, o lugar onde ela irradia mais longe. Se a dor diminui ali, é sinal de que o que você está fazendo está funcionando2. Se ela desce mais pela perna, é sinal de piora, e de rever a estratégia. Esse sinal aparece em cerca de 4 em cada 10 pessoas com dor na coluna, não em todas3: quem não o tem não está fora do caminho.

O que fazer na crise de ciático?

Repouso ou movimento? Mexa-se, na medida em que a dor não aumenta. Ficar deitado não faz a ciática passar mais rápido: num estudo com pessoas em crise, duas semanas de repouso na cama não trouxeram mais melhora do que seguir a rotina com cuidado45.

Caminhar ajuda? Caminhar é bom. Um exemplo em casa: se cada vez que você levanta a dor está maior, e ela começa a aliviar à medida que você caminha, faça isso várias vezes por dia. Levante, caminhe um pouquinho, sente. Levante de novo. Você vai se expondo aos poucos, e vai conquistando espaço. A caminhada põe a coluna numa postura melhor, principalmente quando a dor começou depois de ficar muito tempo dobrado.

E ficar sentado? Não existe uma posição perfeita para todas as pessoas. A melhor postura é a próxima: mude de posição, levante, volte. Se você trabalha sentado, uma mesa regulável ou uma banqueta ajudam a variar.

E alongar a perna? Muitas vezes piora. Na internet se vê muito: vou esticar a perna para melhorar. Mas não adianta pegar uma dor que tem irritação no nervo e irritar mais o nervo. O saldo costuma ser a perna repuxada, que não fica solta nem para caminhar.

Existem, sim, estratégias de mobilidade neural, que são outra coisa: o nervo desliza para ganhar a sua liberdade. Mas elas entram depois que eu garanto que ele tem espaço por onde passar e conforto nas articulações.

Quanto tempo dura uma crise de ciático?

Os números ajudam a acalmar. Num estudo com pessoas em crise de ciático, 87% relatavam melhora depois de 12 semanas4. Em outro, com dor ciática forte, 95% se sentiam recuperadas depois de um ano, tivessem operado ou não6.

Cada coisa tem a sua melhora. Quem quer melhorar rápido demais às vezes acha que não melhorou, e parte para mais exames e para uma cirurgia que não precisava. Por isso eu dou uma ideia muito clara dos tempos que você deve esperar.

Em vez de pôr a expectativa numa data fixa, ponha num sinal do corpo. O corpo às vezes reage antes da data, às vezes depois. Mas ele não nega a informação. Em cada fase do tratamento, eu digo qual sinal acompanhar (veja como é o tratamento).

“O corpo não nega a informação.”

No caminho pode haver pioras passageiras, principalmente quando se vai com muita sede ao pote. Com orientação no consultório, a gente consegue reduzir essas pioras. E cada pequena piora pode indicar uma mecânica, um momento em que o seu corpo ainda não está lidando bem com uma função. A gente ajusta, e você otimiza a sua melhora.

Quando você sabe disso antes, e conhece o percurso natural da melhora, você se acalma. E, mais calmo, o sistema nervoso também se acalma, o que ajuda a dor a baixar o volume. As suas crenças sobre a dor interferem na dor: quem acredita que ela vai durar muito tende a melhorar menos7.

Preciso de ressonância para tratar a dor ciática?

Para começar, na maioria dos casos, não. Os movimentos testados no consultório são muito mais precisos para achar a solução do problema: que eixo de movimento fazer, que carga usar. A ressonância não serve para achar essa solução.

A ressonância é como uma fotografia. O movimento que você faz no consultório é a filmagem. Na filmagem, a gente vê o que acontece ao longo do tempo. A fotografia é só um corte, e esse corte não ajuda a decidir o que fazer e o que não fazer em relação ao movimento. Por isso a gente só vai querer a fotografia se a filmagem, com todos os seus sinais, não conseguir dar a resposta. A ressonância é sempre um segundo recurso. Por isso se chama exame complementar: a clínica é mais importante. As diretrizes recomendam usar a imagem com prudência e pôr o foco no movimento e na função, não nas alterações da coluna8.

A imagem também não diz como você vai ficar. Num estudo com pessoas tratadas por ciática, a ressonância feita um ano depois mostrava hérnia em 35% de quem estava bem e em 33% de quem continuava com dor11. O exame tem a sua hora: quando a avaliação levanta uma suspeita que só ele confirma, ou quando se discute uma cirurgia.

É também por isso que as minhas consultas são longas. Eu nunca consegui atender em consultas curtas, nem com vários pacientes ao mesmo tempo. Para mim, é impossível ter a fineza da avaliação sem estar completamente atento a cada sinal. A consulta dura uma hora, às vezes mais. É essa série de informações que o corpo passa, e a atenção a cada detalhe, que mostra o caminho de melhora.

Você pode continuar com o exame alterado e ficar muito melhor. O que a gente tem que alcançar é uma função melhor. E o movimento sempre será saída, porque ele é uma ferramenta sua.

Se a sua ressonância já mostrou uma hérnia, leia também minha ressonância mostrou hérnia de disco. E agora?

Dor ciática precisa de cirurgia?

Na maioria dos casos, não. A gente só pensa em operar seguindo a lógica das diretrizes: primeiro o tratamento conservador, de alta qualidade, específico e bem ajustado à pessoa18. Ou seja: a cirurgia segue sendo um caminho possível, e dá para decidir com calma, na hora certa. E a hora certa é definida pela evolução do quadro, com o olhar criterioso do fisioterapeuta.

A cirurgia entra quando o que deve vir antes não funciona e o sintoma não progride no tempo correto da fisiologia. Eu não concordo em fazer uma cirurgia na hora errada.

A dor costuma indicar sobrecargas da vida da pessoa, que talvez ela possa modificar para viver melhor em todos os sentidos. Ela ensina o que a gente está fazendo de mais ou de menos. Às vezes essa sobrecarga é modificável. E, se for, o aprendizado vale para a vida, não só para a dor: você supera o quadro e passa a viver melhor com o corpo que tem. Foi assim comigo: eu vivia um estilo de vida que precisei ter sabedoria para mudar.

A cirurgia retira a compressão, mas não muda o estilo de vida. Se eu estava sedentário e continuei sedentário, se me sobrecarregava e continuei me sobrecarregando, o problema pode voltar, às vezes em outro nível da coluna.

Aqui a gente não perde tempo. Se for cirúrgico, você vai saber rápido, e a gente já te prepara para a cirurgia. Eu trabalho com um conjunto de sinais, comparados de uma consulta para outra, ao longo do tempo. Assim que a evolução estagna, eu percebo e encaminho o quanto antes, para que não haja perda de tempo.

Um exemplo. Um paciente que eu já acompanhava voltou com o pé caído: ele mandava a ponta do pé subir, e ela não subia. Testei exercícios para ver se a força mudava. Não mudou. Eu disse: você vai ter que fazer um procedimento. Ele resistia à cirurgia, mas logo viu que não havia outro caminho. Encaminhei para a avaliação, foi rápido, e a cirurgia foi ótima.

Vale dizer: a maior parte dos pacientes melhora, recupera a sua função e não precisa de cirurgia. Mas, quando é necessário, eu sou enfático. Sou conservador, e tenho base para ser o melhor conservador possível. Só que não adianta adiar demais: existe um tempo de espera que é seguro, e passar muito dele pode custar a força de um músculo importante, que depois talvez não volte.

E, mesmo indo para a cirurgia, você ganha: chega com menos dor, menos inchaço e mais força, com uma reserva. Depois da cirurgia é comum perder força; quem chega mais preparado parte de um ponto melhor.

Quando a dor ciática é perigosa?

Na dúvida, pode vir. Na consulta, eu avalio esses sinais e, se algum pede outra investigação, encaminho para o médico certo.

Como é a avaliação e o tratamento da dor ciática com osteopatia e fisioterapia, em Florianópolis ou online

A consulta completa, do jeito de andar ao que você leva para casa, está descrita na página de dor lombar.

Na dor ciática, não procuramos só o que dói. Procuramos também os movimentos que aliviam a dor, e é a partir deles que traçamos o tratamento.

Peço que você reproduza o movimento que dói e dê uma nota de zero a dez. Por exemplo: você dobra a coluna para a frente e a dor desce para a perna, nota sete. Depois eu testo um movimento que pode aliviar, como deitar de barriga para baixo, e volto ao mesmo teste. Às vezes a dor diminui. Às vezes ela muda de lugar. É a partir dessas mudanças que eu estabeleço o diagnóstico: não só pelo que piora, mas pelo que alivia.

Em Florianópolis, com as mãos, primeiro eu flexibilizo, tiro a rigidez. Depois dou movimento às estruturas. É tornar o corpo todo mais vivo.

Online, a gente avalia tudo isso também: os testes, as descompressões, tudo aparece na consulta por vídeo.

Daí em diante, o tratamento segue três fases. Cada uma tem o seu termômetro.

  1. Achar o eixo. O movimento que alivia. O termômetro são os testes de movimento (no consultório ou online) e a própria dor.
  2. Achar a dose. A carga e as repetições que cabem na sua rotina. O termômetro passa a ser o que você volta a fazer: eu não ficava sentado, agora eu fico; eu não subia a escada, agora eu subo. E sinais do corpo inteiro: sono mais bem dormido, humor mais estável, cabeça mais clara.
  3. Ganhar função. Carga, velocidade, mudança de direção, para você voltar ao que faz. O termômetro é o rendimento: caminhar, correr, jogar melhor.

Um paciente chegou com dor ciática irradiada na perna e, no início, perda de força para subir escada, por causa da dor. Com o tratamento, a dor diminuiu, mas ficou uma certa perda de força na escada. Com o tempo, a escada deixou de ser termômetro: ele já subia igual dos dois lados. Fomos para a academia, e lá ele ainda sentia uma perna mais fraca ao fazer a panturrilha. Com o treinamento, essa força ficou igual. Ele teve alta praticando CrossFit normalmente, sem diferença de força entre os lados e sem recaídas.

Se um exercício não muda nada, não é fracasso, é sinal de ajustar. Se piorar, a gente muda de alternativa. Se ficar igual, a gente aumenta a carga ou adiciona exercício, e dá sequência. A mudança dos tecidos é progressiva, lenta, contínua.

No retorno, eu pergunto: no seu dia a dia, o número de vezes que a dor apareceu mudou? A intensidade mudou? O tempo para ela passar mudou? A localização está mudando? E os outros sinais da primeira consulta, como a força ou o ângulo em que você se curvava até doer, mudaram? São essas perguntas que dizem com clareza se está evoluindo.

Às vezes a pessoa chega ao retorno cansada da dor e diz: ainda estou com dor. Aí a gente testa. Lembra que doía nota cinco para se abaixar nesse ângulo? Ela faz e diz: aqui já não dói. Aqui também não. E a força melhorou. A dor ainda está lá, mas vários sinais melhoraram, e a gente sabe que está indo no caminho certo. Aí ela se acalma. Os testes mostram isso com clareza.

Os estudos mostram quais exercícios funcionam, na média. O quanto, a carga, o que você está vivendo naquele momento: isso a gente acerta na consulta.

Você sai sabendo o que piora, o que alivia e o que fazer amanhã. A dor costuma dar a sensação de que não se tem controle de nada. Quando você vê o que muda a sua dor, começa a ter controle. Isso acalma.

Perguntas frequentes

Dor ciática é a mesma coisa que dor lombar?

Na maior parte dos casos, a dor ciática vem de uma irritação na lombar, onde o nervo ciático nasce. Por isso a perna pode doer mesmo sem dor nas costas.

Devo alongar a perna quando o ciático dói?

Muitas vezes piora. Esticar um nervo que já está irritado tende a irritá-lo mais. A mobilidade neural é outra coisa, e entra depois que o nervo tem espaço e as articulações estão confortáveis.

Ciático inflamado: repouso ou movimento?

Movimento, na medida em que a dor não aumenta. Ficar de repouso na cama não faz a crise passar mais rápido. Caminhar um pouco, descansar e caminhar de novo costuma ser um bom começo.

Quanto tempo dura uma crise de ciático?

Varia de pessoa para pessoa, e a maioria melhora ao longo de semanas a meses. Por isso, em vez de pôr a expectativa numa data, eu ponho num sinal do corpo: a dor que diminui no ponto mais distante da perna é um deles.

Preciso de ressonância para tratar a dor ciática?

Para começar, na maioria das vezes, não. A avaliação clínica mostra o caminho, e o exame entra quando ela levanta uma suspeita que só ele confirma, ou quando se discute cirurgia.

Dor ciática precisa de cirurgia?

Na maioria dos casos, não. Primeiro vem o tratamento conservador bem feito, ajustado à pessoa. Se for cirúrgico, você vai saber rápido, e chega à cirurgia mais preparado.

Posso começar o tratamento antes de ir ao médico? Preciso de pedido médico ou de ressonância?

Sim, pode começar. A avaliação é marcada direto, sem pedido médico e sem ressonância. O fisioterapeuta trata a dor ciática com rapidez, eficácia e segurança: numa revisão de 21 estudos, o acesso direto ao fisioterapeuta teve resultados clínicos semelhantes aos de quem passou antes pelo médico, com menos exames e remédios e sem sinal de mais riscos12. Se você já tem exames, traga: eles são lidos junto com a avaliação clínica.

Qual a diferença entre osteopatia e fisioterapia no tratamento?

Na consulta eu uso as duas juntas. A osteopatia olha o corpo inteiro e a vida que ele leva: o que piora, o que alivia, sono, trabalho. A fisioterapia cuida da progressão do movimento: qual exercício, com que carga, em que ritmo. A ideia é você sair sabendo o que fazer e por quê.

O atendimento é por convênio?

O atendimento é particular. Alguns planos de saúde reembolsam consultas: vale conferir as regras do seu.

Referências científicas

  1. Bernstein IA, et al. Low back pain and sciatica: summary of NICE guidance. BMJ. 2017;356:i6748. Link
  2. May S, Aina A. Centralization and directional preference: a systematic review. Man Ther. 2012;17:497-506. Link
  3. May S, Runge N, Aina A. Centralization and directional preference: an updated systematic review with synthesis of previous evidence. Musculoskelet Sci Pract. 2018;38:53-62. Link
  4. Vroomen PC, et al. Lack of effectiveness of bed rest for sciatica. N Engl J Med. 1999;340:418-23. Link
  5. Dahm KT, et al. Advice to rest in bed versus advice to stay active for acute low-back pain and sciatica. Cochrane Database Syst Rev. 2010;(6):CD007612. Link
  6. Peul WC, et al. Surgery versus prolonged conservative treatment for sciatica. N Engl J Med. 2007;356:2245-56. Link
  7. Konstantinou K, et al. Prognosis of sciatica and back-related leg pain in primary care: the ATLAS cohort. Spine J. 2018;18:1030-40. Link
  8. Foster NE, et al. Prevention and treatment of low back pain: evidence, challenges, and promising directions. Lancet. 2018;391:2368-83. Link
  9. Finucane LM, et al. International framework for red flags for potential serious spinal pathologies. J Orthop Sports Phys Ther. 2020;50:350-72. Link
  10. Henschke N, et al. Prevalence of and screening for serious spinal pathology in patients presenting to primary care settings with acute low back pain. Arthritis Rheum. 2009;60:3072-80. Link
  11. el Barzouhi A, et al. Magnetic resonance imaging in follow-up assessment of sciatica. N Engl J Med. 2013;368:999-1007. Link
  12. Fischer M, et al. Systematic review of direct access physiotherapy for musculoskeletal conditions in primary care: consequences for general practitioner workload, resource use, and organisation of care. BMC Prim Care. 2026;27. Link
Leonardo Schneider

Quem escreveu

Leonardo Schneider, PhD

Osteopata D.O., fisioterapeuta desde 2009, mestre e doutor em Saúde Coletiva pela UFSC. Atende no Clube ASTEL, sala 7, R. Eduardo Gonçalves d'Ávila, 150, Itacorubi, Florianópolis/SC, e por teleconsulta.

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